sábado, janeiro 21, 2006

Farenheit 9/11

Farenheit 9/11 (2004), um filme/documentário de Michael Moore.
The temperature where freedom burns!
9/11...lembra-vos alguma coisa? Hum...não? E que tal o 11 de setembro de 2001. Muito mais familiar não? O dia em que a américa tremeu e que a sua vulnerabilidade foi demonstrada mais uma vez, com um segundo "Pearl Harbour", atingindo desta vez o coração da américa. Michael Moore neste documentário explica ao mundo o que realmente se passou. Conta-nos uma história de corrupção, discriminação, medo e sobretudo ignorância.
Recuando mais atrás no tempo, mais precisamente ao ano 2000, ano das eleições presidenciais dos EUA, no final das eleições o resultado estava equilibrado e a Florida era o estado decisivo para determinar o vencedor. Após a contagem dos votos a vitória é apontada a Al Gore e anunciada numa determinada estação televisiva. Misteriosamente, momentos depois essa vitória é desmentida e a vitória é concedida ao presidente Bush. A estação televisiva pediu desculpas pelo engano. Mas afinal o que se passou? Parece que o mundo nunca vai saber.
Após a tomada de posse de George W. Bush, perante o congresso americano, quando chegou a altura dos congressistas negros subirem ao palanque o que aconteceu? Foram repudiados e mandados calar, vendo as suas queixas ignoradas. Para as suas queixas serem tomadas em consideração tinham de ter pelo menos uma assinatura de um senador. Senador algum assinou algum desses documentos. Será isto a igualdade de direitos? Será isto que a famosa constituição americana e qualquer outra constituição no mundo declaram? Não, e no entanto ainda há muita discriminação para com as minorias étnicas e raciais. A sociedade americana é de longe a sociedade que transparece nos filmes, essa realidade "hollywoodesca" não passa de uma fantasia.
Nos 8 primeiros meses de mandato do presidente George W. Bush, antes do 11 de setembro, 42% do tempo do senhor presidente foi passado de férias, ora no seu conhecido rancho no Texas, ora em camp david, ora na Florida (estado governado pelo seu irmão Jeb Bush). Também quero ser presidente dos EUA!!!
Dia 11 de setembro de 2001, quando se deu o embate do primeiro avião numa das famosas torres gémeas do World Trade Center, o presidente Bush estava na Florida de visita a uma escola primária, ao saber do sucedido, continuou a sua visita, como se nada se passasse. Momentos mais tarde ao lhe transmitirem a noticía de que um segundo avião embatera na outra torre gémea, e ao perceber que o seu país estava sobre ataque, qual foi a sua atitude? Nenhuma. Continuou a fazer o que estava a fazer. Continuou a ler um livro infantil às criancinhas da primária como se nada fosse. Não foi nada de mais. Apenas morreram mais de 3000 vidas americanas.
Depois veio a guerra, a chamada "guerra ao terrorismo". Invadiu o Afeganistão, por alegar que abrigavam terroristas da Al Quaeda e na alegada perseguição a Osama Bin Laden. Tal senhor nunca foi encontrado. Depois invadiu o Iraque, país que o seu pai, antigo presidente dos EUA, George HW Bush também já tinha invadido. Invadiram o Iraque com o objectivo de desarmar o armamento nuclear e biológico do regime de Saddam Hussein. Tais armas de destruição maciça nunca foram encontradas. Foram mortos centenas e centenas de Iraquianos inocentes. Se um país envia jovens num movimento militar a outro país não poderão os jovens do outro país também pegar numa arma e defender o seu país? São terroristas? Eu entendo a mensagem de Michael Moore, e agora percebo quem na realidade são os terroristas. Michael Moore revela uma série de nomeações, negócios, e patranhas muito duvidosas. No fim acabamos por descobrir que a família Bush já teve negócios com a família Bin Laden, nomeadamente negócios no ramo da indústria petrolífera; sabemos que após o 11 de setembro, deixaram os EUA, com o apoio do FBI, mais de 20 elementos da família Bin Laden; sabemos que quem armou o regime taliban do afeganistão no confronto com a Rússia foi o G. Bush pai; sabemos que nunca nenhum iraquiano tinha morto um americano nem realizado nenhuma ofensa ao povo americano; e ficamos a saber muitas outras coisas.
Após ver o filme, percebemos que tudo se trata de um gigantesco confronto de interesses movido por dinheiro, ganância e sede de poder.
Um documentário excelente, muito esclarecedor, mostrando a visão de um dos poucos americanos que está consciente de como é a verdadeira américa em que vive. Aconselho vivamente! Totalmente merecedor dos seus 23 prémios e 12 nomeações.
De 0 a 10, um 9,5.


Aproximam-se os testes e o tempo é pouco. Assim que tiver tempo fica prometido um post sobre o outro documentário de Michael Moore, desta vez sobre o sucedido na escola de Columbine.