Munich
Munich(2005), um filme de Steven Spielberg baseado em factos reais.Ás 4:30 da madrugada do dia 5 de Setembro de 1972, decorriam os Jogos Olímpicos, em Munique (Alemanha), um grupo de 5 terroristas árabes saltou a vedação da aldeia olímpica, entrando na mesma e de seguida indo-se encontrar com outros 3 terroristas que já tinham ganho a entrada com credencias. Momentos antes das 5:00 da madrugada os terroristas bateram à porta do quarto do treinador de luta livre Moshe Weinberg que depressa se apercebeu que algo estava errado, e deu um grito de aviso, o halterofilista Joseph Romano ainda ajudou Weinberg a bloquear a porta, enquanto os seus colegas tentavam a fuga. Romano e Weinberg foram mortos e nenhum atleta conseguiu escap
ar. 9 atletas Isrelitas foram feitos prisioneiros.
Às 9:30 da manhã os terroristas identificaram-se como Palestinianos e exigiram a libertação de 234 prisioneiros árabes e dois terroristas alemães, cativos em Israel e em Frankfurt, respectivamente. Os terroristas também exigiram uma saída segura da Alemanha, e após muitas horas de negociações, ambos os lados chegaram a um acordo. Os terroristas saíram da Aldeia Olímpica com os reféns e foram para uma base aérea da NATO em Firstenfeldbruck, de autocarro. Na Base aérea dessa terrazinha cujo nome não me atrevo a repetir iriam estar à sua espera 2 helicópteros e um avião para os levar ao Cairo. Também tinham uns quantos snipers alemães à sua espera, mas enfim...
O plano de salvamento foi um fracasso total. Após chegarem ao aeroporto, e a embarcarem os reféns nos helicópteros, começou um tiroteio que acabou às 3:00 da madrugada, e acabou em "grande", quando os terroristas fizeram explodir um helicóptero com uma granada, matando os reféns que estavam amarrados nesse helicópt
ero, matando também todos os outros reféns que se encontravam no outro helicóptero, à queima-roupa e vendados. O balanço final foi de 11 Israelitas, cinco terroristas e um polícia alemão mortos. Dos terroristas, 3 foram feitos prisioneiros (a 29 de Outubro do mesmo ano, foi sequestrado um avião da companhia aérea Lufthansa, por terroristas palestinianos que exigiram a libertação dos seus compinchas presentes em Munique. A Alemanha cedeu e os terroristas de Munique foram libertados, mas isso já é outra conversa).
Este acto terrorista de Munique foi ordenado por Yasser Arafat e levado a cabo pela Al Fatah, a facção de Arafat da Organização de Libertação da Palestina(OLP). Os terroristas da Fatah responsáveis pelo atentado, designavam-se por Setembro Negro, com o objectivo de salvaguardar a imagem internacional da Fatah e os interesses políticos da OLP. Existem documentos que provam que o Setembro Negro estava intimamente ligado à Fatah.
O atentado de Munique teve consequências. A primeira-ministra Israelita da altura, Golda Meir deu a ordem para perseguirem e matarem todos os que estiveram por detrás de Munique.
Na minha opinião foi aqui que começou a "guerra ao terrorismo" que acaba por só trazer mais morte.
A organização responsabilizada por esta missão foi a Mossad (servi
ços secretos Israelitas, o equivalente Israelita para a CIA), e deu início a uma das mais ambiciosas campanhas contra o terrorismo de sempre, a "Wrath of God", ou fúria de deus. Foram organizadas várias equipas anónimas de especialistas. Passados alguns anos, tinham já sido assassinados, sob misteriosas circunstâncias, cinco terroristas relacionados com o atentado de Munique mais outros 7 indivíduos por terem cometido, ao que parece crimes contra Israel.
O filme conta a história do líder de uma dessas equipas da Mossad formadas após o incidente de Munique, Avner (Eric Bana), que deixa a família e o seu país e embarca nessa perigosa missão, em nome da sua pátria. Observamos as dificuldades que enfrentou e todos os crimes que cometeu só pelo seu país. Por cada Palestiniano que assassinava, havia sempre represálias. No fim da
missão ele é o único sobrevivente da sua equipa e acaba por perceber que muitos dos indivíduos que matou não estavam ligados a Munique, apenas eram activistas Palestinianos ou tinham outro cargo importante.
Um filme muito bom que conta com outros nomes como Geoffrey Rush, Daniel Craig, Mathieu Kassovitz entre outros. Um filme digno das nomeações para os Óscares que detém, embora faça dos Israelitas um pouco "santinhos", enquanto que a chamada "Guerra Santa" que já dura há tanto tempo, não se deve só aos Palestinianos. O lema olho por olho dente por dente, que é aplicado há tanto tempo nesta batalha constante de costumes e religiões, em que Judeus enfrentam Muçulmanos, não permite avistar uma luz ao fundo do túnel, visto que cada morte num lado, leva a uma morte no outro lado.
Um thriller muito bom, aconselho vivamente.
De 0 a 10, um 9,3.
ar. 9 atletas Isrelitas foram feitos prisioneiros.Às 9:30 da manhã os terroristas identificaram-se como Palestinianos e exigiram a libertação de 234 prisioneiros árabes e dois terroristas alemães, cativos em Israel e em Frankfurt, respectivamente. Os terroristas também exigiram uma saída segura da Alemanha, e após muitas horas de negociações, ambos os lados chegaram a um acordo. Os terroristas saíram da Aldeia Olímpica com os reféns e foram para uma base aérea da NATO em Firstenfeldbruck, de autocarro. Na Base aérea dessa terrazinha cujo nome não me atrevo a repetir iriam estar à sua espera 2 helicópteros e um avião para os levar ao Cairo. Também tinham uns quantos snipers alemães à sua espera, mas enfim...
O plano de salvamento foi um fracasso total. Após chegarem ao aeroporto, e a embarcarem os reféns nos helicópteros, começou um tiroteio que acabou às 3:00 da madrugada, e acabou em "grande", quando os terroristas fizeram explodir um helicóptero com uma granada, matando os reféns que estavam amarrados nesse helicópt
ero, matando também todos os outros reféns que se encontravam no outro helicóptero, à queima-roupa e vendados. O balanço final foi de 11 Israelitas, cinco terroristas e um polícia alemão mortos. Dos terroristas, 3 foram feitos prisioneiros (a 29 de Outubro do mesmo ano, foi sequestrado um avião da companhia aérea Lufthansa, por terroristas palestinianos que exigiram a libertação dos seus compinchas presentes em Munique. A Alemanha cedeu e os terroristas de Munique foram libertados, mas isso já é outra conversa).Este acto terrorista de Munique foi ordenado por Yasser Arafat e levado a cabo pela Al Fatah, a facção de Arafat da Organização de Libertação da Palestina(OLP). Os terroristas da Fatah responsáveis pelo atentado, designavam-se por Setembro Negro, com o objectivo de salvaguardar a imagem internacional da Fatah e os interesses políticos da OLP. Existem documentos que provam que o Setembro Negro estava intimamente ligado à Fatah.
O atentado de Munique teve consequências. A primeira-ministra Israelita da altura, Golda Meir deu a ordem para perseguirem e matarem todos os que estiveram por detrás de Munique.
Na minha opinião foi aqui que começou a "guerra ao terrorismo" que acaba por só trazer mais morte.
A organização responsabilizada por esta missão foi a Mossad (servi
ços secretos Israelitas, o equivalente Israelita para a CIA), e deu início a uma das mais ambiciosas campanhas contra o terrorismo de sempre, a "Wrath of God", ou fúria de deus. Foram organizadas várias equipas anónimas de especialistas. Passados alguns anos, tinham já sido assassinados, sob misteriosas circunstâncias, cinco terroristas relacionados com o atentado de Munique mais outros 7 indivíduos por terem cometido, ao que parece crimes contra Israel.O filme conta a história do líder de uma dessas equipas da Mossad formadas após o incidente de Munique, Avner (Eric Bana), que deixa a família e o seu país e embarca nessa perigosa missão, em nome da sua pátria. Observamos as dificuldades que enfrentou e todos os crimes que cometeu só pelo seu país. Por cada Palestiniano que assassinava, havia sempre represálias. No fim da
missão ele é o único sobrevivente da sua equipa e acaba por perceber que muitos dos indivíduos que matou não estavam ligados a Munique, apenas eram activistas Palestinianos ou tinham outro cargo importante.Um filme muito bom que conta com outros nomes como Geoffrey Rush, Daniel Craig, Mathieu Kassovitz entre outros. Um filme digno das nomeações para os Óscares que detém, embora faça dos Israelitas um pouco "santinhos", enquanto que a chamada "Guerra Santa" que já dura há tanto tempo, não se deve só aos Palestinianos. O lema olho por olho dente por dente, que é aplicado há tanto tempo nesta batalha constante de costumes e religiões, em que Judeus enfrentam Muçulmanos, não permite avistar uma luz ao fundo do túnel, visto que cada morte num lado, leva a uma morte no outro lado.
Um thriller muito bom, aconselho vivamente.
De 0 a 10, um 9,3.
